A estimativa é de que os parlamentares ligados a igrejas evangélicas passem dos atuais 73 parlamentares para até 95 – ocupando algo em torno de 18% das cadeiras disponíveis. De acordo com especialistas, tais números são bastante prováveis, tendo em vista a força alcançada por esse segmento da sociedade, que representa atualmente 22% de toda a população brasileira.
- A presença dos evangélicos nunca foi tão grande. O debate (pautado pelo grupo) cresceu em eleições e no Legislativo – afirma a cientista política e professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Maria do Socorro Sousa Braga.
Alvo de diversas polêmicas em 2013, sobretudo depois que assumiu a residência da Comissão de Direitos Humanos, o deputado pastor Marcos Feliciano (PSC-SP) se coloca com um dos principais catalizadores desse crescimento.
- Minha participação na comissão despertou católicos, evangélicos e espíritas – afirma o parlamentar.
A projeção para as eleições de 2014 são também de que temas que pautam os discursos de muitos desses parlamentares evangélicos ganhem grande atenção nos debates eleitorais, como em 2010, quando caros aos evangélicos, como o aborto, pautaram a disputa direta entre Dilma Rousseff (PT) e Jose Serra (PSDB).
De acordo com o Estadão, a atenção a esses temas é reforçada por afirmações de políticos como o deputado João Campos (PSDB-GO), presidente da Frente Parlamentar Evangélica, que afirma que o grupo não deve abrir mão de seus posicionamentos, independente de seus interesses partidários.
Nenhum comentário:
Postar um comentário